Ontem vivi algo que me fez parar e refletir profundamente sobre o poder das mulheres na vida umas das outras.
Começou com um áudio da minha amiga Bruna. Ela falava sobre o quanto a nossa amizade é leve, sobre a falta que faz o nosso convívio mais frequente. E, mesmo com a distância, eu sempre digo: não existe oceano capaz de afastar o amor verdadeiro entre duas amigas.
Mais tarde conversei com a Gabi. Falávamos da vida corrida, das metas que vamos acumulando, das responsabilidades que parecem não ter fim. Ela na terceira graduação, eu dividindo meu tempo entre aulas de inglês, mestrado e tantos outros projetos. A vida adulta às vezes parece uma maratona sem linha de chegada.
À noite, a Rose me escreveu. Disse algo simples, mas poderoso: que mesmo distante está sempre ali, torcendo por mim, apoiando, vibrando pelas minhas conquistas.
E claro, ao longo do dia, como sempre, falei mil vezes com a minha dinda, aquela presença constante que lembra que amor e apoio não precisam de cerimônia.
Foi então que percebi algo muito claro:
o quanto é poderoso quando mulheres escolhem apoiar outras mulheres.
Sem competição.
Sem comparação.
Sem necessidade de diminuir ninguém para se sentir maior.
E infelizmente, ao mesmo tempo em que vivi esse dia cheio de apoio feminino, também vi algo que me incomoda profundamente.
Basta abrir o Instagram para encontrar notícias de mulheres agredidas, humilhadas ou vítimas de violência. E o que mais choca não são apenas os crimes,mas muitos dos comentários.
Mulheres perguntando:
“Mas o que ela fez para isso acontecer?”
Homens cometem atrocidades, e ainda assim aparecem comentários dizendo que a vítima provocou, mereceu ou causou.
Li recentemente uma reportagem sobre uma mulher que quase morreu após ser brutalmente agredida pelo marido. Nos comentários, havia mulheres perguntando: “Mas o que ela fez?”
Outro caso: um homem matou os próprios filhos depois que a esposa decidiu se separar. Nos comentários, mulheres dizendo que a mãe devia estar feliz agora, livre deles.
E então me pergunto: que sociedade estamos construindo?
Não estou falando aqui sobre homens ou machismo apenas.
Estou falando sobre algo que também precisa ser enfrentado: o julgamento entre mulheres.
Muitas vezes somos ensinadas a competir.
A comparar corpos, carreiras, famílias, escolhas.
Outro dia uma mulher me conheceu e não perguntou qual era a minha profissão, nem o que eu fazia da vida.
Ela perguntou:
qual era o sobrenome da minha família
e qual era a profissão do meu marido.
Como se o valor de uma mulher ainda estivesse ligado a essas duas coisas.
Mas ontem, conversando com minhas amigas, eu lembrei de algo essencial:
existem muitas mulheres incríveis no mundo.
Mulheres que torcem umas pelas outras.
Que estendem a mão.
Que celebram conquistas alheias como se fossem próprias.
E talvez seja exatamente isso que precisamos fortalecer.
Porque quando uma mulher tenta destruir outra, todas perdem.
Mas quando uma mulher levanta outra, algo poderoso acontece:
todas crescem juntas.
Hoje, dia 10 de março, já passou o Dia Internacional da Mulher, que foi domingo. E talvez essa seja uma boa lembrança: mais importante do que um dia de homenagens é aquilo que fazemos uns pelos outros todos os dias.
Talvez a verdadeira revolução feminina não esteja nos discursos mais altos, mas nos gestos mais simples.
Um áudio de apoio.
Uma mensagem de incentivo.
Uma amizade sem competição.
E eu termino com uma pergunta para refletirmos juntas:
Que tipo de mulher você escolhe ser na vida de outras mulheres?
Mulheres que levantam mulheres: o poder silencioso que ainda pode mudar o mundo
Ontem vivi algo que me fez parar e refletir profundamente sobre o poder das mulheres na vida umas das outras.
Começou com um áudio da minha amiga Bruna. Ela falava sobre o quanto a nossa amizade é leve, sobre a falta que faz o nosso convívio mais frequente. E, mesmo com a distância, eu sempre digo: não existe oceano capaz de afastar o amor verdadeiro entre duas amigas.
Mais tarde conversei com a Gabi. Falávamos da vida corrida, das metas que vamos acumulando, das responsabilidades que parecem não ter fim. Ela na terceira graduação, eu dividindo meu tempo entre aulas de inglês, mestrado e tantos outros projetos. A vida adulta às vezes parece uma maratona sem linha de chegada.
À noite, a Rose me escreveu. Disse algo simples, mas poderoso: que mesmo distante está sempre ali, torcendo por mim, apoiando, vibrando pelas minhas conquistas.
E claro, ao longo do dia, como sempre, falei mil vezes com a minha dinda, aquela presença constante que lembra que amor e apoio não precisam de cerimônia.
Foi então que percebi algo muito claro:
o quanto é poderoso quando mulheres escolhem apoiar outras mulheres.
Sem competição.
Sem comparação.
Sem necessidade de diminuir ninguém para se sentir maior.
E infelizmente, ao mesmo tempo em que vivi esse dia cheio de apoio feminino, também vi algo que me incomoda profundamente.
Basta abrir o Instagram para encontrar notícias de mulheres agredidas, humilhadas ou vítimas de violência. E o que mais choca não são apenas os crimes, mas muitos dos comentários.
Mulheres perguntando:
“Mas o que ela fez para isso acontecer?”
Homens cometem atrocidades, e ainda assim aparecem comentários dizendo que a vítima provocou, mereceu ou causou.
Li recentemente uma reportagem sobre uma mulher que quase morreu após ser brutalmente agredida pelo marido. Nos comentários, havia mulheres perguntando: “Mas o que ela fez?”
Outro caso: um homem matou os próprios filhos depois que a esposa decidiu se separar. Nos comentários, mulheres dizendo que a mãe devia estar feliz agora, livre deles.
E então me pergunto: que sociedade estamos construindo?
Não estou falando aqui sobre homens ou machismo apenas.
Estou falando sobre algo que também precisa ser enfrentado: o julgamento entre mulheres.
Muitas vezes somos ensinadas a competir.
A comparar corpos, carreiras, famílias, escolhas.
Outro dia uma mulher me conheceu e não perguntou qual era a minha profissão, nem o que eu fazia da vida.
Ela perguntou:
qual era o sobrenome da minha família
e qual era a profissão do meu marido.
Como se o valor de uma mulher ainda estivesse ligado a essas duas coisas.
Mas ontem, conversando com minhas amigas, eu lembrei de algo essencial:
existem muitas mulheres incríveis no mundo.
Mulheres que torcem umas pelas outras.
Que estendem a mão.
Que celebram conquistas alheias como se fossem próprias.
E talvez seja exatamente isso que precisamos fortalecer.
Porque quando uma mulher tenta destruir outra, todas perdem.
Mas quando uma mulher levanta outra, algo poderoso acontece:
todas crescem juntas.
Hoje, dia 10 de março, já passou o Dia Internacional da Mulher, que foi domingo. E talvez essa seja uma boa lembrança: mais importante do que um dia de homenagens é aquilo que fazemos uns pelos outros todos os dias.
Talvez a verdadeira revolução feminina não esteja nos discursos mais altos, mas nos gestos mais simples.
Um áudio de apoio.
Uma mensagem de incentivo.
Uma amizade sem competição.
E eu termino com uma pergunta para refletirmos juntas:
Que tipo de mulher você escolhe ser na vida de outras mulheres?
